Hoje , 10/3/2010

MVA de materiais elétricos é reduzida para 34,57%

O governo do Estado de São Paulo alterou a Margem de Valor Agregado (MVA) dos materiais elétricos de 45% para 34,57% a partir deste mês. A Portaria CAT 91/08, que determinou a mudança, foi publicada no Diário Oficial no dia 1º de julho.
O novo índice, baseado em pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), servirá como base para a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) estabelecida pelo regime de substituição tributária. A redução porém foi menor do que esperavam as associações do setor.
Desde o dia 1º de maio, o setor de material de construção está sujeito a um novo regime de tributação. O sistema transfere de um contribuinte para outro a responsabilidade pelo recolhimento do tributo - neste caso, o ICMS – que passou a ser pago, antecipadamente, pelos fabricantes, repassando o valor para os lojistas na venda ao varejo.
No último dia 29 de abril, após uma série de reuniões entre o governo e as entidades de classe, foi publicada no uma portaria estipulando dois índices. O primeiro, de 29,68% seria válido para os materiais de construção em geral - cal, argamassas, caixas d’água, tijolos etc. Já o segundo, de 45%, para materiais elétricos (fios e cabos, aquecedores, interruptores etc).
Com a publicação da portaria, fica mantida a MVA dos materiais de construção em 29,68% e a MVA de materiais elétricos foi reduzida para 34,57%. A Portaria vigora até 31 de agosto de 2008.
Desde a publicação da portaria, organizações do setor de material de construção articulam negociações junto ao governo do Estado de São Paulo, com objetivo de reduzir a MVA dos materiais elétricos. “Não entendemos esse valor de 45% para materiais elétricos e, por isso, vamos negociar com o governo a redução desse índice”, declarou na época, o presidente da presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz.
Segundo Conz, a Anamaco, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e demais entidades do setor se uniram e contrataram um estudo junto à Fundação Getúlio Vargas que indicou que um índice justo para os materiais elétricos seria algo em torno de 29%, como os demais produtos para construção civil.
Segundo o diretor fiscal da Anamaco, Hiroshi Shimuta, "nenhum comerciante consegue trabalhar com a margem de valor agregado acima dos 40%, pois não consegur competir com o resto do mercado". De acordo com Shimuta, em muitos produtos- como o caso de fios e cabos- "os comerciantes não conseguem trabalhar com a MVA nem de 25%, quem dirá de 40%".
Para ele, o antigo índice de 45% era absurdo e os atuais 34,57% ainda torna o produto final caro, o ideal era manter o índice em 29% ou 30%.
Fiscalização
A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo iniciou, neste mês, a segunda etapa da operação “ST Fronteira 2008”, que vai fiscalizar estabelecimentos comerciais que operam com produtos sob o Regime da Substituição Tributária, provenientes de operações interestaduais. Os fiscais da Fazenda vão visitar 232 empresas distribuídas em todo o Estado para verificar a regularidade do recolhimento do imposto devido, a ser pago por antecipação. A primeira etapa da operação foi realizada em maio, quando foram fiscalizados 300 estabelecimentos e encontradas irregularidades em 70 deles no recolhimento do ICMS.
Os contribuintes paulistas estão obrigados ao recolhimento antecipado do ICMS no recebimento de mercadorias de outros Estados, quando sujeitas ao regime da substituição tributária. A antecipação tem por objetivo impedir que a falta de recolhimento do ICMS nas operações interestaduais se torne fator de desequilíbrio do mercado, evitando-se desta forma, problemas de competitividade das indústrias paulistas com as indústrias de outros Estados, bem como a concorrência desleal no comércio varejista.

Matéria de 10 de julho de 2008
Fonte: Portal Lumieré
www.revistalumiere.com.br


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